Resumo do artigo
- A IA integrada ao ERP já melhora atendimento e eficiência operacional
- Experimentos mostram que a IA executa bem, mas falha em decisões estratégicas
- Resultados reais só aparecem com integração entre dados, sistemas e processos
- O diferencial está na combinação entre tecnologia, pessoas e gestão estruturada
IA no ERP: da discussão ao uso prático
Na segunda Mesa Redonda de 2026, a Ipromove apresentou uma visão prática sobre o uso de inteligência artificial integrada ao ERP, com participação de Taylor Mardegan, fundador da Ipromove, e Douglas Santos, diretor de tecnologia.
Diferente de uma abordagem teórica, o foco do encontro foi compartilhar aprendizados reais a partir de experimentos feitos dentro da própria operação da empresa.
O objetivo foi entender onde a inteligência artificial realmente gera valor no dia a dia, especialmente no atendimento e na automação de processos.
O experimento da Anthropic: quando a IA assume a operação
Antes de apresentar o case da Ipromove, foi analisado um experimento conduzido pela Anthropic em 2025, chamado Project Vend.
A proposta foi simples: colocar uma inteligência artificial para administrar uma pequena loja real, assumindo responsabilidades como:
- Escolha de produtos
- Definição de preços
- Controle de estoque
- Negociação com fornecedores
- Atendimento ao cliente
Inicialmente, os resultados foram positivos. A IA demonstrou rapidez, consistência e eficiência na execução de tarefas operacionais.
Onde começam os problemas
Com o tempo, surgiram falhas críticas relacionadas à gestão do negócio.
- Venda de produtos com prejuízo
- Descontos excessivos
- Ignorância de oportunidades lucrativas
- Interpretação incorreta de padrões como tendências
O experimento deixou claro que a IA consegue executar tarefas, mas ainda não compreende contexto, impacto econômico e tomada de decisão estratégica.
O case da Ipromove: IA aplicada ao atendimento
Na prática, a Ipromove iniciou o uso de IA a partir de um problema operacional claro: alto volume de mensagens e demora no atendimento.
O objetivo não era substituir o time, mas melhorar a eficiência do processo.
A solução começou a gerar valor quando a IA foi integrada aos sistemas e dados da empresa, incluindo o e-commerce e bases internas.
Como a IA foi aplicada
- Automação de respostas para perguntas repetitivas
- Consulta de dados internos em tempo real
- Apoio na construção de respostas para clientes
- Organização do fluxo de atendimento
O resultado foi um atendimento mais rápido, estruturado e escalável, sem eliminar o papel do time humano.
Impactos diretos no negócio
- Redução do tempo de resposta ao cliente
- Maior capacidade de atender volume elevado de mensagens
- Melhoria na organização do atendimento
- Aumento da conversão por agilidade nas respostas
- Liberação do time para atividades mais estratégicas
O principal aprendizado: IA não corrige processo ruim
Um dos pontos mais relevantes apresentados foi que a inteligência artificial não resolve problemas estruturais.
Se aplicada em um processo desorganizado, ela apenas acelera os erros existentes.
Por isso, os melhores resultados aparecem quando há uma base bem definida:
- Processos organizados
- Sistemas integrados
- Dados confiáveis
A falácia do porteiro e o risco da automação
Outro ponto abordado foi a chamada “falácia do porteiro”, que ilustra um erro comum em decisões de automação.
Ao analisar apenas tarefas isoladas, empresas podem subestimar o valor real de funções humanas que envolvem contexto, relacionamento e tomada de decisão.
Assim como uma porta automática não substitui todas as funções de um porteiro, a inteligência artificial não substitui completamente o papel humano nas operações.
Boas práticas para uso de IA integrada ao ERP
Para extrair valor real da inteligência artificial dentro da operação, algumas práticas são fundamentais:
- Mapear claramente os processos antes de automatizar
- Integrar a IA aos sistemas e dados da empresa
- Definir limites para tomada de decisão automatizada
- Manter supervisão humana em pontos críticos
- Utilizar IA como apoio, não como substituição total
Conclusão: o futuro é integração, não substituição
A inteligência artificial já é uma realidade dentro das operações e tende a se expandir rapidamente.
No entanto, seu valor não está na substituição de pessoas, mas na sua capacidade de potencializar a operação quando aplicada de forma estratégica.
Empresas que combinam tecnologia, processos bem definidos e pessoas capacitadas conseguem transformar eficiência operacional em vantagem competitiva.
Na IpromoveTech, a abordagem é clara: aplicar inteligência artificial com foco em resultado real, garantindo que a tecnologia esteja integrada ao negócio e orientada à geração de valor.
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