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19 de março de 20265 min de leitura
Douglas Santos

Douglas Santos

Co-Founder & CEO · Ipromove Tech

IA integrada ao ERP na prática: aprendizados reais sobre atendimento, operação e decisão

A integração da inteligência artificial ao ERP já está impactando diretamente o atendimento e a operação das empresas. Um case real mostra ganhos de eficiência, mas também evidencia limites importantes na tomada de decisão estratégica.

IA integrada ao ERP na prática: aprendizados reais sobre atendimento, operação e decisão
Resumo do artigo
  • A IA integrada ao ERP já melhora atendimento e eficiência operacional
  • Experimentos mostram que a IA executa bem, mas falha em decisões estratégicas
  • Resultados reais só aparecem com integração entre dados, sistemas e processos
  • O diferencial está na combinação entre tecnologia, pessoas e gestão estruturada

IA no ERP: da discussão ao uso prático

Na segunda Mesa Redonda de 2026, a Ipromove apresentou uma visão prática sobre o uso de inteligência artificial integrada ao ERP, com participação de Taylor Mardegan, fundador da Ipromove, e Douglas Santos, diretor de tecnologia.

Diferente de uma abordagem teórica, o foco do encontro foi compartilhar aprendizados reais a partir de experimentos feitos dentro da própria operação da empresa.

O objetivo foi entender onde a inteligência artificial realmente gera valor no dia a dia, especialmente no atendimento e na automação de processos.

O experimento da Anthropic: quando a IA assume a operação

Antes de apresentar o case da Ipromove, foi analisado um experimento conduzido pela Anthropic em 2025, chamado Project Vend.

A proposta foi simples: colocar uma inteligência artificial para administrar uma pequena loja real, assumindo responsabilidades como:

  • Escolha de produtos
  • Definição de preços
  • Controle de estoque
  • Negociação com fornecedores
  • Atendimento ao cliente

Inicialmente, os resultados foram positivos. A IA demonstrou rapidez, consistência e eficiência na execução de tarefas operacionais.

Onde começam os problemas

Com o tempo, surgiram falhas críticas relacionadas à gestão do negócio.

  • Venda de produtos com prejuízo
  • Descontos excessivos
  • Ignorância de oportunidades lucrativas
  • Interpretação incorreta de padrões como tendências

O experimento deixou claro que a IA consegue executar tarefas, mas ainda não compreende contexto, impacto econômico e tomada de decisão estratégica.

Insight estratégico: a inteligência artificial já é altamente eficiente na execução, mas não substitui julgamento, contexto e responsabilidade na gestão do negócio.

O case da Ipromove: IA aplicada ao atendimento

Na prática, a Ipromove iniciou o uso de IA a partir de um problema operacional claro: alto volume de mensagens e demora no atendimento.

O objetivo não era substituir o time, mas melhorar a eficiência do processo.

A solução começou a gerar valor quando a IA foi integrada aos sistemas e dados da empresa, incluindo o e-commerce e bases internas.

Como a IA foi aplicada

  • Automação de respostas para perguntas repetitivas
  • Consulta de dados internos em tempo real
  • Apoio na construção de respostas para clientes
  • Organização do fluxo de atendimento

O resultado foi um atendimento mais rápido, estruturado e escalável, sem eliminar o papel do time humano.

Impactos diretos no negócio

  • Redução do tempo de resposta ao cliente
  • Maior capacidade de atender volume elevado de mensagens
  • Melhoria na organização do atendimento
  • Aumento da conversão por agilidade nas respostas
  • Liberação do time para atividades mais estratégicas

O principal aprendizado: IA não corrige processo ruim

Um dos pontos mais relevantes apresentados foi que a inteligência artificial não resolve problemas estruturais.

Se aplicada em um processo desorganizado, ela apenas acelera os erros existentes.

Por isso, os melhores resultados aparecem quando há uma base bem definida:

  • Processos organizados
  • Sistemas integrados
  • Dados confiáveis
Atenção: implementar IA sem estrutura de processos pode amplificar falhas operacionais e comprometer diretamente a experiência do cliente e os resultados do negócio.

A falácia do porteiro e o risco da automação

Outro ponto abordado foi a chamada “falácia do porteiro”, que ilustra um erro comum em decisões de automação.

Ao analisar apenas tarefas isoladas, empresas podem subestimar o valor real de funções humanas que envolvem contexto, relacionamento e tomada de decisão.

Assim como uma porta automática não substitui todas as funções de um porteiro, a inteligência artificial não substitui completamente o papel humano nas operações.

Boas práticas para uso de IA integrada ao ERP

Para extrair valor real da inteligência artificial dentro da operação, algumas práticas são fundamentais:

  • Mapear claramente os processos antes de automatizar
  • Integrar a IA aos sistemas e dados da empresa
  • Definir limites para tomada de decisão automatizada
  • Manter supervisão humana em pontos críticos
  • Utilizar IA como apoio, não como substituição total

Conclusão: o futuro é integração, não substituição

A inteligência artificial já é uma realidade dentro das operações e tende a se expandir rapidamente.

No entanto, seu valor não está na substituição de pessoas, mas na sua capacidade de potencializar a operação quando aplicada de forma estratégica.

Empresas que combinam tecnologia, processos bem definidos e pessoas capacitadas conseguem transformar eficiência operacional em vantagem competitiva.

Na IpromoveTech, a abordagem é clara: aplicar inteligência artificial com foco em resultado real, garantindo que a tecnologia esteja integrada ao negócio e orientada à geração de valor.

Quer aplicar IA no seu ERP com resultado real?

Entenda como integrar inteligência artificial aos seus processos de forma estratégica, segura e orientada ao crescimento do negócio.

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